Imagine que a Internet é como uma grande cidade. Como qualquer grande cidade movimentada, com tudo, divertido e útil, que oferece, a Internet também tem as suas ruas obscuras cheias de actividade criminosa e maliciosa. Porém, se a maioria dos pais se preocupam quando os seus filhos se movimentam sozinhos numa grande cidade, parecem muito menos preocupados com o que eles fazem on-line.

Foi por esse motivo que os nossos colegas da ESET Irlanda encomendaram um estudo à empresa Amárach, com o intuito de compreenderem se os pais irlandeses supervisionam as actividades dos seus filhos on-line. O estudo, que contou com mais de 1000 participações, apresentou alguns resultados curiosos.

Pergunta: O seu filho acede à Internet sem supervisão?

 

O gráfico mostra como muitos pais responderam que sim.

Perguntámos se as crianças de diferentes grupos etários (dos 6 aos 16) navegavam na Internet sem supervisão e concluiu-se que quanto mais velhos, menos supervisão têm. Assim o grupo com idades compreendidas entre os 6 e 7 anos de idade, apenas navegam sem supervisão em 27% dos casos. Já com idades de 16 anos, 73% dos jovens navegam sem qualquer tipo de controlo.

Embora pareça uma conclusão natural, tendo em conta que à medida que a criança se vai desenvolvendo vai tendo mais responsabilidades, importa salientar que mais idade, não significa mais segurança na Internet (inclusivamente no que concerne aos adultos). Se por um lado os pedófilos têm como alvo os mais novos e consequentemente mais vulneráveis, os mais velhos estão expostos a sites duvidosos carregados de malware que infectam rapidamente o computador, podendo expor informações pessoais a utilizadores mal-intencionados, como documentos, fotos e vídeos. Para além disso os grupos com classes etárias mais elevadas passam mais tempo on-line e como tal devem estar preparados para lidar com esse longo tempo de permanência, como a utilização das redes sociais, privacidade no Facebook, entre outras questões.

É certo que muitos pais poderão dizer, “mas o meu filho sabe mais de computadores do que eu”. Como poderei eu ficar a par de tudo o que se passa? Importa salientar que a segurança on-line não se resume a uma batalha entre o malware e os antivírus, mas sim a um conjunto de medidas complexas que envolvem boas práticas e conhecimento. Por esse motivo aqui ficam algumas sugestões:

Conheça os perigos a que os mais novos estão expostos e discuta-os com a sua família. Explique aos seus filhos o que é perigoso fazer na Internet e como podem estar protegidos.

Converse com o seu filho e saiba de um modo geral o que ele faz no computador. Descarrega software pirateado e faz compras on-line no mesmo computador? Navegam por sites com conteúdos para adultos?

Deve também saber com quem falam quando estão on-line. Se é só com amigos e conhecidos ou também com desconhecidos.

O Facebook também merece especial atenção já que a publicação de conteúdos inapropriados pode levar a que o seu filho seja vitima de cyber bullying.

ESET Irlanda

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*