As fraudes alusivas a roubos de identidade estão a aumentar. Esta é a principal conclusão do estudo 2012 Identity Fraud Report: Social Media and Mobile Forming the New Fraud Frontier conduzido pela Javelin Strategy & Research (www.javelinstrategy.com). O principal dado a reter é que em 2011 as fraudes alusivas a roubos de identidade cresceram em 13% o que significa que 11.6 milhões de adultos foram vitimas deste crime, só nos Estados Unidos.

O roubo de identidade define-se como a utilização não autorizada dos dados de uma pessoa com o intuito de se obter ganho financeiro.

As redes sociais

Os comportamentos dos utilizadores nas redes sociais colocam-nos em risco. Pela primeira vez a Javelin estudou o comportamento dos utilizadores nas redes sociais no que concerne ao uso do telemóvel e identificou diversos comportamentos que conduzem a estes roubos de identidade e fraudes.

Os utilizadores do LinkedIn, Google+, Twitter e Facebook foram os que apresentaram maior taxa de incidência destes crimes, embora não se possa estabelecer uma relação directa. O estudo concluiu que apesar das pessoas estarem avisadas que as redes sociais são um recurso extremamente rico para os criminosos, continuam a partilhar demasiadas informações que podem dar a um utilizador mal intencionado todas as informações de que necessita para cometer uma fraude.

Aqueles que têm o seu perfil publico (ou seja com as informações visíveis para todos) são os que estão mais sujeitos a este roubo de informação. De um modo mais concreto, 68% das pessoas com perfis públicos partilham a sua informação de aniversário (sendo que 45% partilham o mês, o dia e o ano); 63% partilham o nome da escola; 18% partilham o numero de telefone; e 12% partilham o nome dos animais de estimação. Isto são tudo exemplos de informações que podem ser utilizadas para uma empresa verificar a identidade de uma pessoa e fornecer informações pessoais.

Os utilizadores de smartphones também são alvos potenciais destas fraudes. Nomeadamente, o estudo concluiu que 7% destes utilizadores já foram vitimas de fraude. Em muitos casos a culpa reside do lado do utilizador. 32% dos utilizadores de smartphones não actualizam o sistema operativo; 62% não utilizam uma password de protecção do dispositivo – permitindo a qualquer pessoa o acesso a informações pessoais no caso de perder o dispositivo; 32% guardam informações confidenciais no telemóvel.

O estudo da Javelin Strategy & Research concluiu ainda que as vitimas de perda de dados têm 9.5 vezes mais probabilidade de se tornarem vitimas de fraude.

Oito formas de se proteger

A Javelin Strategy & Research recomenda que os consumidores sigam sempre uma estratégia de três passos par se protegerem contra fraude, nomeadamente: Prevenção, Detecção e Resolução.

Prevenção

1. Mantenha os seus dados privados – Em casa, no trabalho e nos seus dispositivos móveis, mantenha as suas informações pessoais e dados financeiros protegidos por password ou armazenadas num local seguro.

2. Seja social, mas responsável – Apesar da popularidade das redes sociais e de serem espaços de partilha de informação, tenha muito cuidado com as informações pessoais que lá coloca. Tenha cuidado com dados como data de nascimento, nome da escola ou da empresa onde trabalha, números de contacto, entre outros.

3. Utilize os dispositivos móveis de um modo responsável – Os dispositivos moveis armazenam dezenas de informações pessoais. Como na grande maioria dos casos estão sempre ligados à Internet e muitos deles possuem sistema de localização, não é assim tão difícil para um cibercriminoso descobrir os locais mais frequentados pelas vitimas. Cuidado também com as aplicações que descarrega, o acesso a redes Wi-Fi publicas e onde deixa o seu smartphone.

4. Faça perguntas – Antes de introduzir informações pessoais no seu telemóvel, redes sociais e sites de transacção, questione-se sobre a veracidade destes pedidos. Para que necessitam destas informações? Como vão ser usadas estas informações?

Detecção

5. Assuma o controlo – Em 2011, 43% das fraudes foram detectadas pelas vitimas. Ao monitorizar as suas contas bancárias on-line e ao definir alertas que podem ser enviados por e-mail ou SMS, é mais fácil detectar movimentos na conta suspeitos e detectar com rapidez eventuais fraudes.

6. Aprenda a proteger a sua identidade – Existe um grande número de serviços disponíveis par utilizadores que procuram protecção extra.

Resolução

7. Reporte problemas de imediato – Trabalhe com o seu banco ou serviços de protecção para comunicar de imediato suspeitas de fraude.

8. Leve as notificações a sério – Se o seu banco lhe comunicar um problema com a sua conta, entre em contacto com a instituição bancária pelos números de contacto oficiais e saiba como resolver a situação.

Fonte: https://www.javelinstrategy.com/

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