A ESET, empresa pioneira em soluções de segurança, lançou hoje o seu relatório “The Rise of Android Rasomware” que acompanha o desenvolvimento, as tendências e as características do ransomware.

Seja através das suas capacidades de encriptação (como foi descoberto pela ESET em 2014 com o Simplocker), das capacidades de bloqueio por PIN (como é o caso do Lockerpin, desvendado pela ESET em 2015), ou simplesmente pela capacidade de bloquear o ecrã, o ransomware ameaça cada vez mais os utilizadores Android e continua a manter os investigadores de segurança muito ocupados.

Segundo o relatório ESET, o ransomware é um problema crescente para os utilizadores de dispositivos móveis. Os bloqueadores de ecrã e encriptadores de ficheiros, ambos na origem de significativas perdas financeiras e de dados, estão agora em força na plataforma Android.

À semelhança de outras formas de malware para Android, como por exemplo, os trojans que chegam por SMS, as ameaças baseadas em rasomware têm vindo a evoluir ao longo dos últimos anos e os responsáveis pelo malware têm adotado muitas das mesmas técnicas que já provaram ser eficientes em malware para desktops.

Tanto no Windows como em Android, os bloqueadores de ecrã fazem-se passar por autoridades governamentais ou forças de segurança, lançam acusações sobre as vítimas e levam-nas a pagar um resgate. Se no início estas ameaças eram fáceis de resolver e após a remoção das mesmas o computador ou os dispositivos móveis, passavam a estar logo acessíveis, agora deparamo-nos com um cenário diferente.

As ameaças atuais encriptam os dados e isto significa que todas as informações contidas nos dispositivos deixam de estar acessíveis, mesmo depois das ameaças serem removidas. Na prática, os utilizadores numa questão de segundos perdem fotografias, vídeos, documentos, entre muitos outros ficheiros.

O relatório ESET aborda ainda a questão da internacionalização das ameaças, sendo que o foco dos invasores deixou de ser apenas países da Europa de Leste. Mais especificamente, têm sido detetadas diversas formas de ramsomware, como o Android/Simplocker e Android/Lockerpin, nos Estados Unidos.

“Com a crescente transição dos computadores para dispositivos móveis, cada vez mais dados são armazenados nos equipamentos que levamos connosco para todo o lado. Por esta razão, o ransomware Android é cada vez mais vantajoso para os atacantes,” disse a propósito Robert Lipovsky, investigador na ESET.

“Para utilizadores de dispositivos Android é importante estar consciente das ameaças do ransomware, assumir medidas preventivas e ter uma solução de segurança instalada. Algumas das mais importantes medidas incluem evitar usar lojas de aplicações não oficiais e possuir uma app de segurança móvel atualizada. Além disso, é importante ter um backup funcional de todos os dados importantes no dispositivo.”

O novo relatório da ESET está disponível para consulta em http://www.welivesecurity.com/wp-content/uploads/2016/02/Rise_of_Android_Ransomware.pdf. Para mais informações sobre a ESET no Mobile World Congress visite a página criada para o efeito.

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