Os consumidores têm colocado um alto nível de confiança nas organizações de saúde no que diz respeito à segurança dos seus dados digitais. Porém, esta proteção nem sempre é garantida.

Esta é uma das principais conclusões de um novo estudo da Accenture, que constatou que 84% dos consumidores confiam nos médicos ou nas instituições de saúde para manterem os seus dados seguros, com mais 30% dos pacientes a expressarem um elevado nível de confiança.

Uma percentagem igualmente alta (80%) confia nos laboratórios que processam exames médicos para manterem a segurança dos dados, juntamente com hospitais (79%) e farmácias (77%). No entanto, 13% tiveram problemas com perdas de dados ao nível da saúde, com mais de metade a terem-se tornado vítimas de roubo de identidade médica.

Talvez sem surpresas, o estudo concluiu que 94% dos utilizadores tomaram medidas para protegerem os seus dados, seja por meio de novas palavras-passe (22%), assinatura de um serviço de proteção de identidade (22%) ou instalação de software de segurança nos próprios computadores (19%). Outros 13% mudaram de fornecedor de cuidados de saúde, enquanto outros procuraram aconselhamento jurídico (27%) ou foram à polícia (18%).

Por tudo isto, a Accenture afirma que estas organizações não se podem dar ao luxo de ignorarem os aspetos de segurança e assinala que: “Agora é o momento para os prestadores de cuidados de saúde, planos de saúde e outras organizações fortalecerem as capacidades de segurança informática, melhorarem as defesas e gerirem de forma mais eficaz as perdas de dados”.

As evidências já sugerem que uma violação de dados pode ser dispendiosa. Enquanto 68% dos clientes afirmaram que o prestador de serviços tinha lidado com uma potencial violação de dados de forma correta, cerca de 35% perderam a confiança nestas organizações.

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