As organizações estão cada vez mais conscientes da ameaça que representam as violações de dados, segundo o Relatório de ameaças de dados de 2017 da Thales.

Um número assinalável de inquiridos (88%) também admitiu sentir-se vulnerável em relação às ameaças informáticas, com 9,1% a sentirem-se “extremamente vulneráveis”.

Neste estudo, 26% dos entrevistados relataram ainda que as suas organizações sofreram uma violação de dados no último ano, um aumento notável na casa dos 21,7% comparativamente a 2016.

Em paralelo, mais de dois em cada três entrevistados (67,8%) afirmaram que já sofreram (eles próprios) uma violação de dados, um aumento de quase 7% em relação a 2016.

Garrett Bekker, o principal analista de segurança informática da empresa 451 Research, afirmou que: “Estas taxas de violação comprovam em absoluto que é possível atacar e comprometer os dados em qualquer sistema”.

Entretanto as melhores notícias chegam dos Estados Unidos. É que neste país, apenas 19% dos entrevistados relataram ter ocorrido uma violação de dados no ano passado, ou seja, significativamente menos do que a média global”.

Outra descoberta positiva foi que 73% dos entrevistados, acima de 58% em 2016, anteciparam que os orçamentos ao nível da segurança vão aumentar no próximo ano.

Com a Lloyd’s a estimar que um grande ciberataque poderia custar à economia global 53 mil milhões de dólares, o aumento das despesas com a segurança informática é aconselhável.

Ao longo dos últimos anos os orçamentos ao nível da segurança informática têm vindo a aumentar. No entanto, mais do que gastar dinheiro é necessário um planeamento cuidadoso para que tudo esteja bem protegido.

Ainda segundo Bekker, “as organizações continuam a gastar dinheiro com as mesmas soluções de segurança que já funcionaram no passado, apesar de não serem necessariamente as mais eficazes para impedirem as novas ameaças”.

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