Empresas vão investir mais em segurança informática

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O investimento global das empresas na segurança informática vai continuar a crescer, já no próximo ano. Estima-se que o crescimento se traduza em 8% ano-a-ano, o que se traduz num valor de 96,3 mil milhões de dólares

Esta é a previsão da Gartner, que justifica este aumento com um conjunto de fatores, como novas regulamentações, mudança de mentalidade do comprador, maior consciencialização para ameaças emergentes e a evolução para uma estratégia de negócios cada vez mais digital.

Segundo Ruggero Contu, diretor na Gartner, “no geral, grande parte dos gastos com a segurança é deve-se normalmente a “uma reação das empresas contra falhas de segurança à medida que vão surgindo cada vez mais ataques informáticos de alto perfil e fugas de dados que podem afetar organizações em todo o mundo”.

Contu, referiu ainda ocorrências de grande importância como o WannaCryptor, também conhecido como WannaCry e NotPetya e para violações de segurança como a que aconteceu com a empresa Equifax e que “tem um efeito direto nos gastos com a segurança informática”.

Na tabela acima destacam-se sobretudo os serviços de segurança que deverão representar perto de 60% dos orçamentos de TI. A este segue-se o segmento de proteção de infraestruturas com um pouco mais de 18%.

A conformidade com os regulamentos e a privacidade dos dados, particularmente nos EUA, na China e na Europa, conduziram e vão conduzir a gastos mais elevados ao nível da segurança da informação nos últimos três anos, segundo a Gartner. Isto terá ainda mais força em menos de seis meses quando o Regulamento Geral de Proteção de Dados entrar em vigor na União Europeia.

A segurança dos dados terá também cada vez mais peso, uma vez que os analistas da Gartner estão a prever, em 2020, que 60% das organizações utilizem diversas ferramentas de proteção de dados, como sistemas de prevenção de perda de dados, encriptação e outras ferramentas de proteção. Isto representa um aumento na ordem de um-terço, comparativamente à atualidade.

Dada a complexidade técnica dos regulamentos e também das novas ameaças, a automação e o outsourcing de serviços serão também áreas de grande investimento no próximo ano.

As organizações deverão gastar 18.5 mil milhões em serviços externos no próximo ano, mais 11% do que em 2017.

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