Ataque de rasomware à cidade de Atlanta: reações e rescaldo

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O ataque de rasomware que comprometeu muita da infraestrutura informática do governo municipal de Atlanta, nos Estados Unidos, em março de 2018, resultou na perda de anos de gravações vídeo colecionadas por câmaras de vigilância montadas nos automóveis da polícia da cidade, de acordo com o canal WSB-TV. Neste momento, a cidade e o departamento da polícia restauram gradualmente os seus sistema.

“O que está perdido não poderá ser recuperado, o que pode comprometer, por exemplo, um caso de condução sobre o efeito de álcool ou drogas caso o testemunho do agente não esteja onde é preciso,” disse a propósito a Chefe da Polícia de Atlanta, Erika Shields, que acrescentou não estar muito preocupada com a perda das filmagens porque, apesar da sua utilidade, “elas não são essenciais para os nossos casos”.

Mas as consequências do ataque de rasomware ainda não foram totalmente apuradas. Segundo o WeLiveSecurity, um investigador comentou na semana passada não ter sido capaz de apresentar uma prova chave após o rasomware corromper todos os seus 105 mil ficheiros. A Chefe da Polícia afirmou tratar-se de um caso isolado e que todos as pastas de casos de crime foram preservados nos servidores da cidade.

O incidente não comprometeu outros tipos de provas em vídeo, como gravações capturadas por câmaras embutidas nas roupas da polícia.

Os hackers usaram um rasomware conhecido como SamSam, forçando alguns departamentos na cidade a recorrer ao papel e à caneta. Os cibercriminosos exigiram 0.8 bitcoin (avaliada em aproximadamente 6.800 dólares à data) por computador, ou 6 bitcoin (50 mil dólares) pelas chaves para desbloquear todos os computadores. De acordo com as recomendações do FBI, a cidade recusou-se a pagar.

A cidade de Atlanta investiu quase 5 milhões de dólares em contratos para lidar com o rescaldo do ataque e melhorar a sua postura face à cibersegurança.

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