As colunas inteligentes podem espiar alguém? Investigador diz que sim!

Quando se trata de tecnologia, John Borthwick sabe do que fala. É um ex-director da AOL e da Time Warner. Investe atualmente em tecnologia na empresa de capital de risco Betaworks que fundou. Em simultâneo, também tem opiniões fortes acerca de um dos produtos de tecnologia que mais tem crescido nos últimos tempos. Falamos das colunas inteligentes. As vendas globais destes dispositivos aumentaram 55,4% ano a ano. Isto durante o segundo trimestre. Enquanto muitos consumidores estão a comprar a primeira coluna inteligente, outros até já têm packs espalhados pela casa.

As colunas inteligentes estão a espiá-lo? Investigador revela!

Os altifalantes inteligentes são compostos pela coluna propriamente dita. A isto junta-se um assistente digital. Os utilizadores podem fazer o streaming de música, ouvir as últimas notícias (previsão do tempo, preços das ações e resultados desportivos), controlar aparelhos inteligentes, jogar títulos virtuais, enviar textos, fazer chamadas e muito mais.

A Amazon é um dos fabricantes muito populares nesta área. Criou uma linha de colunas Echo, equipadas com o assistente digital Alexa. Outro grande player é a Google, cujos altifalantes inteligentes contam com o Google Assistant. Ora, Borthwick afirmou recentemente ao Yahoo Finance que acredita que a Amazon e a Google estão a utilizar as suas colunas e os seus assistentes para vigiarem os consumidores.

Borthwick afirma que pode ser necessário algum tipo de regulamentação.

A sua preocupação é que os consumidores talvez não saibam que os fabricantes estão a ouvir gravações que têm origem nas interacções entre os utilizadores e os assistentes digitais. É sem dúvida uma situação preocupante.

Entretanto, a Amazon, Apple, Facebook e Google suspenderam os programas que escutam as interações dos utilizadores com assistentes digitais sem o seu consentimento.

Em abril, um conjunto de informações revelaram como a Amazon transcreve gravações dos clientes a pedirem ao Alexa para lidar com determinadas tarefas. A Amazon afirmou na altura que utiliza essas transcrições para ajudar o Alexa a entender gírias, idiomas estrangeiros e expressões regionais.

Entretanto, no mês passado, a Apple suspendeu um programa que usava empresas de terceiros para escutarem até 1.000 trechos de gravações por dia de clientes da Apple que falavam com a Siri.

Ainda bem que suspenderam. É que a Apple nunca recebeu o consentimento dos seus clientes para isto. Para além disso, como a Siri às vezes é ativada por acidente, as empresas que analisavam os trechos ouviram os proprietários de dispositivos da Apple envolvidos em sexo ou a conversarem com médicos sobre questões médicas pessoais. Entretanto, a Apple afirmou que os contratados não conseguem determinar a identidade dos ouvidos nesses trechos.

Entretanto a Google também interrompeu o seu programa. Já a Amazon permite que os seus utilizadores optem por não participar. O Facebook também suspendeu um programa semelhante. Assim, os funcionários ouviam comandos de voz feitos pelos utilizadores do Messenger.

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