Os 10 principais riscos na Internet para crianças e adolescentes

Todos conhecemos as diversas vantagens da Internet, no entanto, da mesma forma que encontramos benefícios, também existem riscos inerentes.

No início do ano, a Organização dos Estados Americanos (OEA), através da sua agência especializada em crianças e adolescentes, o Instituto Interamericano da Criança (IIN), publicou o relatório regional intitulado “Diretrizes para o empoderamento e a proteção dos direitos das crianças e adolescentes na Internet na América Central e na República Dominicana”. Apesar da análise estar focada nas ameaças das regiões citadas, as informações podem ser usadas para tentar tornar a Internet num espaço cada vez mais seguro, conhecer os perigos existentes na Web e, acima de tudo, aprender a evitá-los ou a lidar com esses mesmos riscos.

E, embora essas ameaças possam afetar qualquer utilizador da Internet sem fazer distinção entre as condições, o mais preocupante é que as crianças também se tornaram alvo de criminosos que atuam on-line. Por isso, e como membros da equipa de Educação e Investigação da ESET, procuramos consciencializar os diferentes públicos sobre a importância do uso seguro da Internet e das novas tecnologias de forma mais consciente e responsável. Neste post, detalhamos, assim, quais são os principais perigos na Internet que afetam crianças e adolescentes, de acordo com o relatório da OEA.

É importante notar que algumas das ameaças foram extraídas da página “End Child Prostitution and Trafficking” (ECPAT) – as definições foram modificadas ligeiramente para esta publicação, sem alterar a sua essência.

#1 Abuso sexual de crianças e adolescentes na Internet

Esta ameaça refere-se a todas as formas de abuso sexual facilitadas por tecnologias da informação e ou divulgadas através dos media on-line, onde a exploração, o assédio e o abuso sexual ocorrem cada vez mais através da Internet.

#2 Cyberbullying /Assédio virtual

É uma forma de assédio e agressão que ocorre entre os pares, aproveitando as novas tecnologias, com intenção de propagar mensagens ou imagens cruéis, para que sejam vistas por mais pessoas. A rápida propagação e a sua permanência na Internet elevam a agressão contra a vítima.

#3 Exploração sexual de crianças e adolescentes na Internet

Inclui todos os atos de natureza sexual cometidos contra uma criança ou adolescente através do uso da Internet como forma de os explorar sexualmente. Também inclui o uso das novas tecnologias de informação e comunicação, que geram imagens ou materiais que documentam a exploração sexual com intenção de a produzir, disseminar, comprar e vender.

#4 Exposição a conteúdos inapropriados

Refere-se ao acesso ou exposição de crianças e adolescentes, de forma intencional ou acidental, a conteúdos violentos, de natureza sexual ou que gerem ódio, sendo prejudicial ao seu desenvolvimento.

#5 Grooming

O termo refere-se às estratégias que um adulto realiza para ganhar a confiança de uma criança ou adolescente, através da Internet, com o propósito de abusar ou explorar sexualmente. O grooming é sempre realizado por um adulto.

Existem dois tipos de grooming: o primeiro é quando não existe uma fase anterior de relacionamento e geração de confiança, mas o adulto consegue obter fotos ou vídeos sexuais da criança para a extorquir. A segunda é quando há uma fase anterior em que o adulto procura gerar confiança, fazendo com que a criança ou adolescente entregue material sexual com o objetivo de torná-lo alvo de chantagens. O adulto geralmente finge ser também uma criança, consegue manipular através dos gostos e preferências da vítima e usa o tempo para fortalecer o vínculo.

#6 Materiais de abuso sexual de crianças e adolescentes gerados digitalmente

É a produção artificial, através dos meios digitais, de todo tipo de material que represente crianças e adolescentes que participam de atividades sexuais e/ou de maneira sexualizada, para fazer com que os factos pareçam reais.

#7 Publicação de informações privadas

Refere-se à publicação on-line de dados sensíveis. Por exemplo, nas redes sociais.

#8 Happy slapping

É uma forma de cyberbullying que ocorre quando uma ou várias pessoas agridem um indivíduo enquanto o incidente é gravado para ser transmitido nas redes sociais. O objetivo é gozar com a vítima.

#9 Sexting

É definido como sendo a auto produção de imagens sexuais, com a troca de imagens ou vídeos com conteúdo sexual, através de telemóveis e/ou da Internet (mensagens, e-mails, redes sociais). Também pode ser considerado como uma forma de assédio sexual em que uma criança e/ou um adolescente são pressionados a enviar uma foto para o parceiro, que a propaga sem o seu consentimento.

#10 Sextortion

É a chantagem realizada a crianças ou adolescentes através de mensagens intimidadoras. Os remetentes da mensagem ameaçam propagar imagens sexuais ou vídeos gerados pelas próprias vítimas. A intenção do criminoso é continuar com a exploração sexual e/ou ter relações sexuais com a vítima.

Segurança das crianças na Internet: uma responsabilidade de todos

A responsabilidade de tornar a Internet num espaço cada vez mais seguro para crianças e adolescentes “exige uma abordagem abrangente e intersectorial”, destacou o Secretário de Acesso a Direitos e Equidade, Mauricio Rands, no relatório da OEA. Do ponto de vista dos governos, é essencial o desenvolvimento de marcos regulatórios e a criação de políticas públicas que promovam a cultura da cibersegurança, conforme indicado no relatório. Além disso, a importante tarefa dos adultos no desenvolvimento seguro das habilidades das crianças na Internet não deve ser negligenciada, especialmente quando eles não têm o conhecimento sobre as ameaças e o uso da tecnologia.

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