Segurança em casa não são só fechaduras e alarmes!

Quando a maioria das pessoas pensa na segurança em casa, lembra-se de fechaduras, alarmes e cães de guarda. Já quando a temática é privacidade, o pensamento vai imediatamente para cortinas e persianas. Embora tudo isto contribua para a proteção de um espaço que é o nosso resguardo, por excelência, há muitos outros vetores a considerar. Para analisar estas questões a ESET juntou-se à Aliança Nacional de Segurança Cibernética (NCSA) e realizou um estudo para descobrir como as pessoas encaram os principais assuntos relacionados com a proteção.

Segurança em casa não são só fechaduras e alarmes!

Os modems deram lugares aos routers e tudo o que eram componentes simples estão cada vez mais avançados e inteligentes. Será que há um preço a pagar por tudo isto? Afinal o que mudou nas nossas vidas?

Segurança em casa

Entretenimento

A passagem do VHS e dos DVDs para o streaming e a chegada das smart TVs deu-nos acesso a um admirável novo mundo. No entanto, no meio de todas as novidades, há espaço para se pensar em segurança? O estudo perguntou às pessoas se estavam preocupadas com a possibilidade das suas TVs poderem ser alvo de criminosos. Ora os resultados foram esclarecedores.

Aproximadamente 21% revelaram preocupações. Já 41,6% não se preocupam com isto.

Dispositivos inseguros: a segurança em casa começa no router

Muitas vezes utilizamos a nossa própria casa para trabalhar. De facto, até chegamos a levar o computador da empresa para nossa casa de modo a trabalharmos com maior eficácia, usando a nossa rede. Mas será que a rede que temos em casa é segura e privada? Será que estamos protegidos contra perigos?

Ora apenas 40% das pessoas alteram as credenciais de acesso ao router durante a configuração inicial. Quem não o fizer está a colocar-se em risco. Proteger o coração da sua rede doméstica – o router – é uma etapa indispensável antes de pensar nas configurações de segurança de cada dispositivo da IoT que esteja ligado.

Entretanto, muitas pessoas nem se apercebem que o router doméstico pode estar a fornecer uma rede Wi-Fi pública separada para outras pessoas. Cerca de 37% dos participantes no estudo não sabiam disso.

Proteger o router é muito importante. Isto porque este equipamento pode levar muitos perigos aos dispositivos que se encontrem ligados a ele.

Os dispositivos inteligentes

Termostatos inteligentes, alti-falantes inteligentes e … assistentes domésticos. Estes são alguns exemplos dos equipamentos mais utilizados. Embora alguns não tragam perigos, outros é sempre uma incógnita. Tem havido algum falatório acerca de casos de dispositivos que cedem dados alusivos à localização. Da mesma forma são ouvidas gravações ou realizadas acções sem consentimento.

No entanto, os utilizadores não parecem preocupar-se muito com estas questões. Só cerca de 30% dos entrevistados nos EUA e no Canadá se sentiram afetados por estes problemas. Entretanto, 26% dos entrevistados nos EUA alegaram não ter qualquer preocupação.

Voltando ao router como ponto zero é muito importante sabermos o que está lá ligado.

De facto, ajuda-nos logo a perceber se alguém está a utilizar a nossa rede doméstica, sem o nosso reconhecimento. Mas afinal as pessoas têm ideia do número dispositivos que estão ligados ao seu router? Eventualmente não.

Os entrevistados no Canadá que relataram não ter “dispositivos ligados” foram de 18,5%. Nos EUA os valores aumentam para 20,3%. Já 44 a 45% das pessoas diz que tem entre 1 e 5 dispositivos ligados aos routers. Entretanto também há algumas pessoas que têm mais de 15 dispositivos ligados. Chegam aos 8,5%.

Este estudo analisa também outra perspetiva interessante da segurança em casa já que questionou as pessoas se tinham um dispositivo inteligente que não tenham ligado à Internet.

Ora, 5,1% dos americanos e 7,5% dos canadianos simplesmente não tiveram tempo para os configurar. O resto sim. Ou seja mais equipamentos que poderão ficar em risco, caso a Internet esteja desprotegida.

Observação sobre a metodologia da pesquisa: A ESET e a NCSA entrevistaram 4.000 consumidores (2.000 americanos e 2.000 canadianos) em quatro estudos separados com 1.000 consumidores cada. Os estudos têm uma margem de erro de +/- 3,2%.

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