De acordo com um estudo recente realizado pela Harris Interactive e encomendado pela ESET em que participaram 2.000 adultos norte-americanos, quatro em cada cinco pessoas utilizam as redes sociais (82%), fazendo com que estes pontos de encontro online se transformem em importantes meios de comunicação para os consumidores e empresas. Esta adopção generalizada levanta questões importantes sobre o papel das diversas entidades que criam esta experiência online partilhada, particularmente na área de segurança e privacidade. Por esse motivo, perguntámos às pessoas quem é mais responsável pela segurança online. Eis o que encontrámos:

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No que diz respeito à próxima questão alusiva à política de privacidade das redes sociais ficámos surpreendidos com os dois principais números na tabela. Embora 28% das pessoas estejam a par das políticas de privacidade, é preocupante percebermos que 51% não as conhecem. Mas porque motivo é importante conhecermos as condições sob as quais uma rede social opera? Para evitar surpresas quando partilhamos informações, como o nome ou fotografia de perfil e mais tarde aparecemos no anúncio de um produto onde uma vez colocámos um gosto.

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A importância de conhecermos a “política de privacidade mais recente” foi ilustrada recentemente quando o Facebook expandiu a capacidade de encontrar pessoas, mesmo que elas não quisessem o seu perfil exposto e novamente quando o Google alterou as preferências de produtos expressas por utilizadores do Google+ que surgem agora ao lado da publicidade.(Por vezes, é possível fazer opções para estar menos exposto nas redes sociais, porém se não verificar as últimas políticas de privacidade pode não ficar a par dessa opção.)

Para ajudar estes utilizadores a ESET desenvolveu uma ferramenta que verifica as definições de privacidade, quer no Facebook, quer no Twitter e que está incluída no Social Media Scanner.

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Como pode observar na imagem acima, esta é uma visão bastante diferente das configurações do Facebook e que facilita a configuração das questões ligadas à privacidade. Note-se que esta ferramenta fornece um aviso sobre os aspectos potencialmente sensíveis no perfil do utilizador do Facebook que estão abertos ao público em geral.

15Na pesquisa levada a cabo pela Harris surgiu outro indicador de uma possível falta de ligação entre a aceitação generalizada da responsabilidade individual para a segurança on-line e o comportamento real. Descobrimos que cerca de uma em cada cinco pessoas nunca mudou as configurações de privacidade alusivas às suas contas em redes sociais.

Esta conclusão é especialmente preocupante devido à própria natureza “aberta” da maioria das configurações padrão das redes sociais, muitas vezes definidas pelos responsáveis das mesmas, com o objectivo de permitirem o maior uso possível das suas informações.

16A falta de atenção com a privacidade e segurança é algo que merece toda a atenção, especialmente se considerarmos as experiências negativas de alguns utilizadores. Por exemplo, 28% dos utilizadores de redes sociais afirmaram que uma ou mais das suas contas já tinham sido atacadas e utilizadas por terceiros. Para mais da metade destas pessoas, o ataque ocorreu este ano.

91% dos entrevistados relataram ter recebido pelo menos uma mensagem electrónica suspeita este ano. Para além do referido, mais de uma em cada cinco pessoas encontraram malware ou links para malware em redes sociais.

Considerando os números referidos acima não é de estranhar que 86% dos adultos norte-americanos manifestem preocupação com vírus e/ou cibercrime quando visitam os seus sites favoritos. Infelizmente, apenas 35% das pessoas sentem que os sites fazem um bom trabalho de triagem ou filtragem de códigos maliciosos.

Ao longo deste estudo, observam-se sinais positivos de responsabilidade pessoal ou o que pode ser apelidado de “cidadania virtual.” Por exemplo, 33% das pessoas com contas em redes sociais já sinalizaram um item suspeito ou enviaram mensagens a um administrador alertando para problemas.

O que é muito interessante é o facto de uma percentagem significativa de utilizadores agir de forma responsável e sem nenhuma formação especial sobre o mundo online. Considerando que apenas 27% dos inquiridos receberam informações relacionadas com segurança on-line, quase três quartos das pessoas que utilizam as redes sociais são auto-didatas no caso da gestão da segurança.

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