Careem, rival da Uber, foi vítima de ciberataque

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A Careem, a principal concorrente da Uber no Médio Oriente, foi vítima de um ciberataque que comprometeu os dados de 14 milhões de utilizadores.

A empresa afirmou em comunicado que soube da falha de segurança, através da qual informações dos seus clientes e contas dos seus motoristas foram roubadas, a 14 de janeiro. Nomes, endereços de email, números de telefone e dados sobre viagens foram roubados, mas não foram encontrados indícios do roubo de palavras passe ou dados de cartões de crédito – os quais estavam armazenados em servidores externos.

Um porta-voz da empresa revelou à Reuters que na altura do ataque, a Careem tinha 14 milhões de clientes e mais de 500 mil motoristas na sua plataforma, a trabalhar em 78 cidades naquela região. Os utilizadores que se registaram após o mesmo não foram afectados.

A notícia do ataque chega num momento delicado para a Careem, que tem procurado investimento na ordem dos 500 milhões de dólares para financiar novas opções de negócios.

A empresa, uma das “startups” mais importantes da região, veio a público pedir desculpa aos seus utilizadores, afirmando que “aprendeu com a experiência e sairá dela como uma organização mais forte e resistente”, e alertando também os seus clientes sobre várias práticas de segurança que podem aplicar para proteger os seus dados.

Em outubro de 2016, a Uber também foi vítima de uma falha de segurança que colocou em risco os dados de 75 milhões de utilizadores, mas o caso apenas foi tornado público em novembro de 2017, altura na qual também foi revelado que a empresa norte-americana não só ocultou o facto como também pagou a piratas informáticos para não tornar os dados públicos.

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