Grupo de ciberespionagem ataca empresa de proteção de dados com clientes governamentais e militares

A ESET descobriu um ataque de ciberespionagem que comprometeu clientes de uma empresa de prevenção da perda de dados na Ásia de Leste. Os agentes maliciosos implementaram pelo menos três famílias de malware e comprometeram os servidores de atualização interna e as ferramentas de terceiros utilizadas pela empresa afetada.

A investigação da ESET atribui o ataque com elevada confiança ao grupo APT “Tick”. Com base no perfil deste grupo, o objetivo do ataque foi muito provavelmente atividades de ciberespionagem. A carteira de clientes da empresa comprometida inclui entidades governamentais e militares, razão que a torna num alvo particularmente aliciante para grupos de ameaças à cibersegurança.

“Os atacantes comprometeram os servidores de atualização internos da empresa para implementar malware dentro da rede de programação de software, e instaladores fraudulentos de ferramentas legítimas de terceiros utilizadas pela empresa, o que acabou por resultar na execução de malware nos computadores dos seus clientes”, explicou o investigador da ESET Facundo Muñoz. “Durante o ataque, os agentes maliciosos implementaram um downloader até aqui não documentado, ao qual demos o nome de ShadowPy, bem como a backdoor Netboy (também conhecida como Invader) e o downloader Ghostdown,” concluiu.

Roubo de informação confidencial e propriedade intelectual

O ataque de ciberespionagem inicial aconteceu em março de 2021, facto que a ESET notificou à empresa. Em 2022, a telemetria da ESET registou a execução de código malicioso nas redes de dois dos clientes da empresa comprometida. Uma vez que os instaladores fraudulentos foram transferidos através de software de apoio remoto, a ESET considera que a implementação aconteceu enquanto a empresa prestava apoio técnico.

O Tick (também conhecido como “Bronze Butler” ou “Redbaldknight”) é um grupo APT que se pensa estar ativo desde pelo menos 2006. O grupo visa principalmente países da Ásia-Pacífico. As suas operações de ciberespionagem focam-se no roubo de informação confidencial e propriedade intelectual. O Tick utiliza um conjunto exclusivo de ferramentas maliciosas personalizadas concebidas para o acesso persistente a sistemas comprometidos, reconhecimento, exfiltração de dados e download de ferramentas.

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